
tenho feito bastante investigação para o meu projecto “tocada pela mão de deus”, sobretudo nesta fase em que por razões familiares não posso ir fotografar, e uma das ferramentas essenciais tem sido – juntamente com o Facebook – o google maps.
Foi por exemplo esta ferramenta que me permitiu visualizar o trajecto para obter esta fotografia:

aqui no google maps:

há uma década atrás para descobrir locais para fotografar era preciso recorrer a conhecidos e amigos, ter contactos que conhecessem bem o sítio, era preciso saber ler mapas militares e mesmo assim nada era garantido. hoje com alguns contactos via facebook, alguma pesquisa em blogues e com o recurso ao google maps está tudo mais fácil, neste campo a internet veio abrir um leque de possibilidades muito interessantes do ponto de vista de pesquisa para novos projectos fotográficos. mas nem tudo continua garantido, sobretudo em termos de acessibilidades porque recorrendo apenas ao google maps é impossível ter 100% de certeza que determindo caminho é transitável – aqui o transitável é relativo porque uma viatura 4×4 chega mais longe mas mesmo assim tem limites – ou se está num estado que só permite o acesso a pé (mesmo que tenha largura para uma viatura passar), outra questão onde o google maps falha é na questão do condicionamento das estradas ou seja se existem cancelas que impeçam ou limitem a passagem. recorrendo a esta ferramenta é impossível saber que uns quatro ou cinco quilómetros abaixo deste local existe uma cancela que impede a passagem de veículos…

Apesar destes pequenos problemas o google maps é uma excelente ferramenta de pesquisa online que quando usada em complemento de outras (online ou offline) se torna indispensável a um fotógrafo de rua/natureza/paisagem/arquitectura.
O tempo passa e é preciso “arrumar” a casa, que no caso presente significa fechar projectos e iniciar novos.
O trabalho “Bertiandos” está pronto, finalizado e publicado no site, idem para o “Lua” e o “Mundo naquele verão” (este divido em dois actos: Acto I e Actos de adoração – pt. II). Mas novos trabalhos começam a tomar forma e eis um pequeno teaser do que aí vem:
Tocada pela mão de Deus…

É o meu novo projecto de natureza, após algum tempo longe deste tema. Neste projecto a longo prazo pretendo questionar as intervenções no espaço natural e até que ponto a natureza é realmente intocada. Desde as pequenas intervenções na Serra da Cabreira aos parques éolicos na Serra d’Arga, “Tocada pela mão de Deus…” questiona a construção e intervenção humana na paisagem e o seu resultado.
To all my beautiful demons

O que é a família? O que distingue a solitude da solidão? Nesta época de crise o que resta dos valores familiares?
No início de 2011 os acontecimentos precipitaram-se e algumas rupturas anunciadas – mas sempre caladas – aconteceram no meu seio familiar. Íntimo, solitário, triste e circunspecto estes projecto aborda essas rupturas de um ponto de vista pessoal.
Inverno azul

Nos meus últimos projectos a solidão tem sido uma influência marcante e este não é excepção. O que acontece nos espaços de utilização sazonal durante a época do ano em que não são utilizados? Como são esses espaços privados de ocupação, como se alteram, como se reinventam?